terça-feira, 2 de março de 2010

QUARESMA: TEMPO DE SALVAÇÃO

“A luta milenar entre a letra de lei e o espírito da lei são campo de batalha de duas percepções humanas plenamente legítimas. A letra da lei responde pelo corpo; o espírito da lei, pela alma” – Nilton Bonder, rabino, em “A alma imoral”, Ed. Rocco
“Traduzir pode ser trair.Pode ser trovar.Nunca petrificar.” - Haroldo de Campos
“O corpo é um silogismo disjuntivo; a linguagem é um óvulo em diferenciação.O corpo encobre, dá refúgio a uma linguagem escondida; a linguagem forma um corpo glorioso.” - Giles Deleuze, Filósofo francês, in Klossowski ou o corpo-linguagem.
***


Frisa a Bíblia que há tempo para tudo neste mundo. Tempo de plantar, tempo de colher. Sempre o tempo, este enigma para uma existência tão frágil e curta como a nossa e que tanto intriga os loucos e os poetas. Pois agora entramos, na cultura católica que nos envolve, no tempo da quaresma.
O que é a quaresma?
• A quaresma corresponde a 40 dias, contados para trás, do domingo de Páscoa. Assim como o advento é um tempo de espera, antes do Natal, a quaresma é um tempo de recolhimento. Ambos conclamam à reflexão, no primeiro, com vistas à Boa Nova que há de vir; agora, o recolhimento da purificação, com vistas à eterna sobrevivência do Bem. A quaresma encerra o Carnaval , festa de origem pagã, derivada de carne-vale, quando se dissipavam, em grande festa, todos os alimentos disponíveis, com vistas ao prolongado jejum que antecede o domingo de Páscoa. Explica-nos o Padre Carlos Gustavo Haas, na página da CNBB.org que :
“Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material. Os zeros que o seguem significam o tempo de nossa vida na terra, suas provações e dificuldades. Portanto, a duração da Quaresma está baseada no símbolo deste número na Bíblia. Nela, é relatada as passagens dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou a estada dos judeus no Egito, entre outras. Esses períodos vêm sempre antes de fatos importantes e se relacionam com a necessidade de ir criando um clima adequado e dirigindo o coração para algo que vai acontecer.”
A quaresma se inicia, na verdade, na quarta-feira de cinzas. Mas, no Brasil, com a extensão dos festejos carnavalescos por uma semana, a prática tem consagrado a primeira segunda feira após estes feriados como este novo tempo. As cinzas relembram ao homem sua transitoriedade material. Daí as palavras dos sacerdotes sempre proferidas neste dia de graça:
"Lembra-te, homem, que és pó, e em pó te hás de volver".
A Igreja Católica, na Quaresma, se esvazia, dando lugar aos paramentos de cor roxa, que sugerem o luto, e suprime os cânticos de alegria: O "Glória", o "Aleluia" e o "Te Deum". Os textos litúrgicos rezados na Quaresma são belíssimos e conduzem ao verdadeiro espírito deste “tempo favorável”. A própria CNBB recomenda a seus clérigos o devido comportamento para este tempo:
• O espaço litúrgico, despojado, sóbrio e “vazio” nos ajuda a esvaziar o coração para preenchê-lo com a Palavra, que é luz para nossos passos e que nos converte.
• Momentos de silêncio, principalmente entre as leituras e após a homilia, são importantes.
• Um sinal permanente no espaço litúrgico, como um tecido roxo em forma de faixa na mesa da Palavra ou como detalhe na mesa eucarística (sem “tampar” ou esconder o altar), ajudará na experiência quaresmal. Não colocar o cartaz da CF em frente ao altar ou ambão, mas num outro local, de preferência na entrada da igreja, bem visível para a comunidade.
• A cruz, pela qual fomos marcados no Batismo, deve ser destacada. Ela lembra que somos discípulos e discípulas de Jesus, que superou o fracasso humano da cruz com um amor que vence a morte.
• A comunidade pode fazer maior experiência da misericórdia de Deus através do sacramento da Reconciliação, de celebrações penitenciais e também de retiros.

E o Prefácio da Quaresma V (Missal Romano, pág. 418), também recomendado à leitura pela CNBB, como síntese de toda esta riqueza, merece ser registrado:
“Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação louvar-vos, Pai santo, rico em misericórdia, e bendizer vosso nome, enquanto caminhamos para a Páscoa, seguindo as pegadas de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, mestre e modelo da humanidade, reconciliada e pacificada no amor.
Vós reabris para a Igreja, durante a Quaresma, a estrada do Êxodo, para que ela, aos pés da montanha sagrada, humildemente toma consciência de sua vocação de povo da aliança. E, celebrando vossos louvores, escute vossa Palavra e experimente os vossos prodígios.
Por isso, olhando com alegria esses sinais de salvação, unidos aos anjos e aos santos, entoamos o vosso louvor, cantando a uma só voz:”
Mas qual a importância de indicações religiosas , de inspiração milenarista e fundadas na fé, para o tempo secular da modernidade que estamos vivendo, pautado pelos imperativos da razão e da liberdade?
As indicações religiosas são eternas. Se inspiram mais na intuição do que nos sentidos que orientam a razão. E, por isso mesmo, no colapso da razão que marca os dias de hoje, retomam fôlego. Elas se referem a tempos imemoriais do homem sobre a terra e sua relação com o insondável, estabelecendo, desde sempre e para todo o sempre, as regras da virtude como prática do bem.
Com o advento da Filosofia clássica essas regras viriam a conformar um dos campos do conhecimento racional, sob o título da Ética( Aristóteles, “Ética a Nicômano” . No catolicismo, os preceitos da religião e do novo conhecimento se fundiram em solo helênico contribuindo para dar à Igreja de Roma uma substância pouco visível em outras religiões, adstritas à práxis litúrgica com base em livros sagrados. Os hebreus repudiaram o helenismo e combateram Roma. Os muçulmanos guardaram os manuscritos gregos e os transmitiram à cristandade, mas dispensaram , igualmente, a filosofia natural dos gregos que tanto os hororizava. Mas no catolicismo, a forte e universal mensagem de amor de Cristo se funde com os ensinamentos de Platão (primeiro) e Aristóteles (depois), conferindo um vigor teológico impressionante à Boa Nova. Não por acaso, a Igreja Católica, mesmo sob o signo da fé e da Inquisição , que duraria, na Espanha, até a chegada dos exércitos napoleônicos, em 1808, sobreviveu aos desígnios da modernidade. No fundo, e apesar do dogmatismo de seus intérpretes eclesiásticos, ela é uma religião do homem, sempre dividido entre uma alma imoral e um corpo conservador (Nilton Bonder – “ A alma imoral” , Ed. Rocco) . Pois é a alma que peca e é a alma que perdoa, com base no amor , como disse o poeta João Carlos Taveira em seu Soneto da Fidelidade:
...”Perdão amada
Pelo perdão, que do amor foi feito...”

O tempo da Quaresma é , portanto, um tempo de reflexão para o eterno retorno no qual nos regozijamos em recolhimento para a ressureição do Bem. É um tempo de sinais. Sinais visíveis na nossa comunidade que vê constrangida, na prisão, um Governador que não soube guardar as virtudes públicas, confundindo a transgressão que fere a lei para salvaguarda a espécie, com o assassinato da própria espécie no altar do interesse pessoal. Uma comunidade que olha em volta e vê prosperar, como nunca, a corrupção no universo político, sem discriminação de ideologias ou credos. Mas que não se desespera, porque recolheu dos valores religiosos da cultura que a cerca a certeza da afirmação do bem, sabendo, entretanto, que lhe caberá o exercício rigoroso da justiça sobre aqueles que dele desviarem, pois que é o do silêncio dos bons, como dizia Luther King, que prosperam os maus.
E , sobre a universalidade dos valores religiosos, vale lembrar a resposta de um Chefe Político-Religioso do Irã à Jornalista Cristiane Amanpur, da CNN, há alguns anos, quando ela lhe apertava indagando como justificar a Lei, com base em preceitos religiosos, naquele país:
“-Mas, por acaso, também não foram os Estados Unidos, formados com base na sólida moral religiosa dos pioneiros...?”
Enfim, é tempo de Quaresma e reflexão. É tempo de se pensar a diferença entre a letra da lei e o espírito da lei, para que saibamos salvar o corpo da nação. É tempo de nos edificarmos como verdadeiros homens do mundo , como cidadãos espirituais do universo, no qual a curiosidade se constitui em paixão matinal irresistível à luz da intuição.
A Romaria de Santa Maria, minha cidade, no interior do Rio Grande do Sul, , na semana passado, abriu a quaresma dedicando suas orações coletivas aos sofridos quilombolas fugidos da escravidão negra, que, por séculos subjugou esse povo, sob os olhares complacentes do homem branco, em nosso país. Como à época de José de Bonifácio e Joaquim Nabuco, no Século XIX, eles “estão no Brasil”, mas , como dizia um e outro, que em seu tempo tentaram a abolição, “não pertencem” ainda à nação, monopolizada por senhores de terras, homens e almas, verdadeiras metáforas da economia, da política e da cultura. Inspirado neste Romaria, finalizo minha crônica, na louvação a esse povo:
Mistério negro
À Abdias do Nascimento
Meu país negro,
Tão cheio de cores,
Totalmente negro
Desde a estupidez flutuante
Sobre tenazes de ferro
Inspirando os salsos tão brancos
Das montanhas de açúcar,]
Dos fardos de algodão,
Dos punhos engomados da sociedade ser-vil

Meu país negro
Tão cheio de dores
Totalmente negro
Na insensatez hiante
Sobre espirais de fumo
Delirando ternuras brandas
No auge de abolição
No mito da integração
Nos sulcos magoados da república sutil

Meu país negro,
Tão cheio de amores.
Totalmente negro
Na tez dominante
Sobre os corpos gemidos
Inspirando suaves mentiras
Sobre a cordialidade
Sobre a maldade
Nos falsos argumentos de uma democracia senil


Meu país negro,
Sorrisos negros, negras em flor
Tão cheio deles por todas partes
Tão cheio deles por todas as artes
Cheio de negros em fétidas prisões
Cheio de negras na branca perdição
Cheio de meninos negros à espera da maldição
E só um carnaval para redimi-los.
Cumpri-los
em sua impenetrável ambição
*
Paulo Timm , Olhos D Agua, Carnaval 2005-
PAULO TIMM 65 – Economista, Pós Graduado na ESCOLATINA, Universidade do Chile e CEPAL/BNDES, Ex Presidente do Conselho Regional de Economia DF , Professor da UnB
Email : paulotimm@hotmail.com - 24 de fevereiro 2010

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

SOCIALISMO E LIBERDADE

SOCIALISMO E LIBERDADE
“Por outro lado, no campo político, depois da hegemonia das idéias neoliberais e privatistas, e de uma coalizão de poder partidária do “cosmopolitismo subserviente”, no campo internacional, está se consolidando no Brasil um novo consenso desenvolvimentista, democrático e popular que transcende cada vez mais as siglas partidárias”. José Luiz Fiori , em “A inserção do Brasil e da América do Sul na segunda década do século XXI” – www.cartamaior.com.br -17 fev-2010
“É muito mais fácil romper as baras de uma prisão do que abrir as portas desconhecidas da vida.”
D.H.Lawrence ,in ‘A virgem e o Cigano’

“No Brasil há um desconhecimento generalizada do que significa a social-democracia e sua cultura” – Professor Benício Schimidt, PhD em Ciência Politica – UnB – em Entrevista recente à TV Senado


Nos últimos tempos, tem se elevado o número de manifestos, análises e entrevistas alertando o povo brasileiro sobre os riscos de uma iminente “comunização” do país. Não vou citar nomes, mais deles militares rancorosos com o andamento da carruagem democrática entre nós. Alguns casos, juízes, médicos e outros profissionais. Raros intelectuais. Entre eles uma professora universitária que adverte sobre a sibilina mudança de tática da esquerda, a qual, do enfrentamento com as classes dominantes, teria passado para um estilo “gramsciano” de intervenção, com vistas à formação de um novo estado de consciência no país, favorável aos ideais esquerdistas. Cansada de apanhar, a esquerda teria optado pelos golpes de palavras e penas...
O assunto não mereceria maiores considerações, não fosse o teor vivamente insidioso de que se reveste, como se o atual Governo estive “armando” algo sumamente condenável.
Qual o problema destas pessoas e movimentos?
A questão é que não aceitam a validade do debate sobre a construção de possíveis históricos como politicamente equivalentes. A esquerda, para eles, por definição, é condenável. O único “possível histórico” é o definido pela tradição, tal como está, intocável, inarredável, inatacável: uma sociedade de castas ou de classes, articulada à uma economia de mercado, sobre uma estrutura de apropriação de ativos e de rendas definidos pelo passado, com um Estado sob seu estrito controle. Aceitar, aliás, distintas possibilidades de reconstrução da sociedade e de confecção da história, não significa abrir mão da convicção de lutarmos por aquela que achamos melhor. Significa, apenas, que não reconhecemos nenhum critério de validação à priori, seja em decorrência da tradição ou de uma palavra “revelada”, seja em decorrência de uma suposta razão científica. Isto vale tanto para a esquerda quanto para a direita. Neste sentido, a política é concebida “classicamente”, como o Reino da “doxa”, da opinião, acessível a qualquer cidadão, embora seja concebível que esta opinião será tanto mais autônoma , quanto mais os sujeitos dela estejam capacitados ao seu exercício e libertos dos ídolos apontados por Lord Bacon,já no Século XVII, ou das armadilhas ideológicas da cultura.
A esquerda, de um modo geral, coloca a tradição sob o crivo da razão crítica, no sentido de problematizá-la e de abrir janelas para a construção de um futuro melhor para o conjunto da sociedade. O grande filósofo da esquerda no Século XX foi Karl Marx, quem , ao contrário de dizer como seria a “cozinha do futuro da humanidade”, debruçou-se mais sobre os aspectos contraditórios do capitalismo do seu tempo, no final da era vitoriana, quando , aliás, trabalhadores, mulheres e crianças depositados aos milhares nas cidades industriais emergentes da Inglaterra moinhos seus músculos, nervos e ossos em engrenagens gigantescas com jornadas de mais de doze horas diárias. Marx foi o grande herdeiro do iluminismo, este coveiro da tradição. Foi a filosofia iluminista, montada sobre os pilares da razão e da liberdade, que animou os ideais das Revoluções Francesa (1789) e Americana (1776) e que derrubou o ancien regime absolutista. Não por acaso o lema da Revolução Francesa era “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” e seu primeiro ato foi a Declaração dos Direitos do Homem, hoje consagrado por todos os países civilizados em torno da atualização deste texto pelas Nações Unidas e que orienta a ação no Brasil da Secretaria Especial que coordena a Conferência Nacional dos Direitos Humanos e que é a responsável pelo Programa Nacional de Direitos Humanos. Não por acaso, também, a Constituição Americana fala, pela primeira vez na história , do direito dos homens à felicidade, um reino até então inalcançável para a grande maioria dos mortais. O “Manifesto Comunista”, de Marx, de 1848, com quase duzentos anos, ainda ressoa como uma peça de indiscutível fervor humanitário. Mas o socialismo de Marx, que se desdobrou no socialismo real da União Soviética, de triste memória, no socialismo de mercado da China contemporânea, ou na experiência insólita da Coréia da Norte jamais foi uma proposta de renovação moral da humanidade. Foi uma proposta de construção de um novo modo de produção, centrado, sim, no Estado, como uma criação ética superior da humanidade, na velha tradição hegeliana, e capaz de conceber idealmente, através, da planificação, o produto final do trabalho social. Deve-se recordar que o final do século passado viveu um momento particular de hipostasia da razão como caminho para a elucidação de todos os mistérios da natureza e até da alma humana. Freud, logo em seguida, criaria a Psicanálise, como a invenção de um método para desvendar as razões profundas da psiquê humana, que escapam à própria consciência. Havia, na virada do século, uma verdadeira euforia com a razão e de um otimismo generalizado na afirmação soberana do homem sobre o universo. O “materialismo histórico” de Marx, com seu relevo na luta de classes, foi apenas um capítulo dessa euforia que parecia ter descoberto o fio da meada capaz de explicar todo o desenvolvimento da humanidade até aquele momento e de projetá-lo, de forma controlada para o futuro, através da organização da classe trabalhadora.Daí o socialismo marxista ser denominado de científico (?), em oposição às propostas utópicas dos socialistas anteriores. Foi tão impactante o contributo de Marx que, em pouco tempo, sua influência alastrou-se no mundo inteiro transformando-se numa verdadeira doutrina da revolução social. Duas grandes revoluções modernas foram feitas sob seus ensinamentos: a Revolução Russa, de 1917, comandada por Lenin, à frente do Partido Comunista Russo , mas com o apoio dos “social-revoucionários”, e a de 1949, na China, liderada por Mao Tse Tung, com o massivo apoio dos camponeses. Na América Latina, Fidel Castro, com o apoio de uma ideologia de libertação ancorada em José Marti e um amplo movimento de massas – o “28 de julho” - , nas cidades , também chegaria ao poder mudando o perfil colonial da ilha caribenha, até então um bordel de luxo de gângsters americanos.
Mas os tempos mudaram. Hoje, um século depois, há, ao contrário, um descrédito da razão absoluta e uma desconfiança generalizada nas suas conquistas instrumentais.
Os percalços da União Soviética, da China, e das experiências socialistas no resto do mundo, mudaram sensivelmente as convicções da esquerda. Já ao final da II Guerra Mundial, grande parte da esquerda européia, abalada pela morte de mais 50 milhões de pessoas, além das 50 da I Guerra, e pelo pavor ao stalinismo, dominante na União Soviética, abdica do grande ideal da “Revolução” e se volta para a construção do Pacto Social-Democrata, o qual , enfim , redesenhou o capitalismo na região, de forma a compatibilizar a sobrevivência de uma sociedade de classes com o respeito à participação do conjunto da sociedade no seu destino. Nos anos 70, mesmo os recalcitrantes Partidos Comunistas da França, da Itália e da Espanha, que formalmente rejeitavam o que consideravam “traição social-democrata”, revisam seus velhos dogmas e lançam as bases do eurocomunismo, um curto caminho que os manteve ainda fiéis à doutrina da “Revolução”, até que os estertores do regime soviéticos, no início da década de 90, os dissolvesse definitivamente com as demais correntes de esquerda democrática.
No Brasil isto não foi muito diferente. O antigo Partido Comunista Brasileiro converteu-se no dócil PPS, sob a liderança de Roberto Freire, hoje aliado do PSDB. O combatente PcdoB, sua dissidência , desde a ruptura da China com a URSS, no início dos anos 60, manteve a sigla, mas mudou radicalmente seu perfil, aderindo à luta democrática, aliado ao PT. Curiosamente, a “esquerda” ideológica , entre os anos 80 e 2000 deixou os comunistas à sua direita. Foi ocupada pelo PDT , de Leonel Brizola, o único líder brasileiro a assumir oficialmente sua identidade com a social-democracia e a filiar seu Partido na II Internacional e pelo PT, que hoje, sob o comando de Lula, os amalgamou, junto com os comunistas, sob o crivo do “lulismo”, uma vivência política muito mais próxima da social-democracia do que do velho jargão socialista de Salvador Allende, no Chile, entre 1970-73.
O que desejo enfatizar , para tranquilidade dos raivosos panfletistas que hoje assacam contra o Governo Lula, é que a passagem de uma concepção revolucionária da esquerda para uma aceitação das regras do jogo democrático não foi – nem é – apenas uma questão tática. É um processo de fundas raízes na experiência socialista, deste 1917 e que se traduz, sim , num reforço das táticas de movimento na luta ideológica para a formação de uma nova consciência por parte dos segmentos menos privilegiados da sociedade – não estritamente trabalhadores– e pelo reforço da capacidade de enfrentamento eleitoral nas pugnas políticas. Mas – e aí têm razão os conservadores – tudo isto com vistas ao confronto com a tradição, principalmente aquela que se refere a um modo de apropriação de ativos e rendas numa sociedade extremamente elitizado e que faz do Estado um refém eterno da manutenção de uma ordem social tão injusta quanto condenável. Mas isso é ilustração, modernidade, não “comunismo”. Neste sentido , há uma ruptura da esquerda moderna com o marxismo e nisto reside, também, um de seus principais desafios: A esquerda contemporânea tem um caráter muito menos material e muito mais espiritual, ético, utópico. Ela é, agora, uma proposta de reorganização moral da sociedade e , por isso mesmo, não pode abrir mão de uma carta de princípios éticos de intervenção na vida social. No velho modelo, tratava-se de mudar o modo de produção, pelo recurso à uma vanguarda esclarecida capaz de tomar o poder de assalto e submetê-lo à nova lei. Agora não. Não se trata de mudar o modo de produção, mas o modo de participação na vida pública e isto sim, será capaz de construir algo novo em direção ao socialismo. Esta é a Lei Maior: o respeito à liberdade, que por tanto tempo escapou das mãos da esquerda para servir aos propósitos do conservadorismo e do próprio autoritarismo. E é esta nova estratégia que está trazendo para a esquerda setores tradicionalmente conservadores e que, por medo ao “comunismo”, se alinhavam com a direita. Claro, então, que o recurso às leituras de Gramsci, que já no seu tempo, início do Século XX , na Itália, se dava conta de que , para a esquerda, não se tratava de chegar ao poder , mas de fazê-lo através de um projeto culturalmente hegemônico, capaz de cimentar uma nova ordem social, é imperativo. No Brasil, em meados dos anos 60, um artigo de Carlos Nelson Coutinho estremeceria as bases já inquietas do velho Partido Comunista Brasileiro, o Partidão: “A Democracia como Valor Universal”. Neste artigo, o filósofo, o principal divulgador de Gramsci no Brasil, já chamava a atenção para o imperativo do respeito à democracia. Recentemente, ele reafirmou suas convicções fazendo apenas uma ressalva, escreveria o texto com uma nova percepção: “ A participação democrática valor universal”. Para a esquerda, não está em jogo, apenas, o jogo eleitoral da democracia, mas a construção de um espaço público cada mais aberto à participação popular , capaz de fazer de um Estado que, embora inevitavelmente representativo da dominação, seja capaz abrir-se cada vez mais à sociedade civil e seus agentes organizados. Longe até da luta da Sociedade contra o Estado o que vivemos hoje é uma luta pela transformação do Estado num organismo verdadeiramente social.
É claro que erra muito ainda a esquerda contemporânea, no Brasil e no resto do mundo ocidental, quando se pretende ser o único possível histórico para a humanidade, no estilo do “eu sou a única Verdade...”Quando ela diz isso se igual à extrema direita ou aos movimentos de inspiração milenarista, fundados na fé. Isto é uma herança dogmática do passado, quando se imaginava que os socialistas já representavam o futuro em processo . A reconversão à lei e o entendimento da instância política -e não da econômica - como lugar principal da luta de classes, fazendo da formação de consciências a principal arma contra a tradição, os privilégios e preconceitos inibidores da emancipação humana não mais admite a prepotência da inevitabilidade científica do socialismo. Se o mundo marcha inexoravelmente para o socialismo esta marcha, paradoxalmente, passa , pelo reconhecimento do indivíduo como detentor de direitos inalienáveis. Não há socialismo verdadeiro sem liberdade, e não ampliação do campo das liberdades sem a concomitante socialização do espaço público no qual se constroem os destinos da humanidade.
Os irados conservadores, indignados com o avanço do “lulismo” no Brasil e das idéias esquerdistas que supostamente o atual Presidente defende, que se preparem para o embate de idéias, mais do que o confronto de armas. As tradições estão efetivamente em questão, não por ação da esquerda, há tão pouco tempo no poder, mas em decorrência de dois processos simultâneos que estamos vivenciando: um, de natureza econômica, que consiste na montagem de uma sociedade de consumo de massas; outro, de aprofundamento da democracia, alargando a arena em que distintos agentes oferecem suas alternativas de intervenção histórica nesse processo. Como pano de fundo dessas mudanças move-se uma cultura de massas dominada pelos grandes meios de comunicação e que arrasta para a banalidade milhões de expectadores indefesos. Daí a importância de se questionar qual o modelo de comunicação social que desejamos para a sociedade democrática que se está construindo.Levamos muito tempo para chegar até aqui. Séculos, décadas de sofrimento. Mas agora a sorte está lançada. Espera-se ,não só que cada brasileiro cumpra com seu dever, mas o faça consciente e serenamente. Eu, particularmente, sou um daqueles velhos comunistas reconvertidos, à força , mais dos acontecimentos que vivi, do que dos argumentos que conheci, tão excessivos que assassinaram a razão que procuravam sustentar, à valorização da democracia-entre-nós. Não votarei na candidata do PT, nem apoio incondicionalmente as incontinências e escorregadas éticas do lulismo. Prefiro reconhecer o que aí está como uma conquista de muitas gerações e não apenas de uma circunstância. E desafio as vivandeiras do passado para que se preparem melhor para enfrentar com idéias- e não gestos grotescos carregados de ódio- o bom combate democrático que se avizinha. E que, independentemente de quem vença, não se diga, jamais: “Ai dos vencidos!”. Melhor ter em mente as últimas palavras de Péricles em seu leito de morte, quando o enchiam de aclamações sobre sua vida pública, deixando-o inquieto e suficientemente lúcido para dizer: “ Esqueceram-se de lembrar que no Governo de Péricles nenhum ateniense foi objeto de perseguições”...
Que exemplo de respeito aos “possíveis históricos”!
***
PAULO TIMM, 65 – Economista , Pós Graduado ESCOLATINA, U.de Chile, Ex Presidente do CONSELHO REGIONAL DE ECONOMIA DF. Professor da Unb - 19 fev 2010 paulotimm@hotmail.com - 1

sábado, 20 de fevereiro de 2010

BRASILIA SABATICA - FIQUE POR DENTRO XXVI - Paulo Timm - www.alexania.tv

FIQUE POR DENTRO XXVI – Fevereiro 20-27
I – BOLETIM OPERA DE RUA – Maestro Jorge Antunes informa
BOLETIM 14/02/2010 ÓPERA DE RUA

ENSAIO
O ensaio de ontem, sábado, dia 13 de fevereiro de 2010, foi maravilhoso.
Os músicos instrumentistas, a maioria lendo a partitura à primeira vista, foram estupendos.
Todos ficaram animadíssimos com a obra musical e com a nova proposta de uma “ópera de rua”.
Os cantores solistas também, muito animados, desempenharam seus papéis com maestria.
Agora daremos início aos ensaios do Coro do Povo para que, no dia 19 de fevereiro, sexta-feira, às 21h30, na UnB, façamos o ensaio geral, para a estreia no Conic no sábado dia 20, às 16h00.

ELENCO
A partir do sucesso do ensaio de sábado, já fica bem definida a formação de todo o elenco para a estreia:

Cantores solistas (pela ordem de entrada em cena):
Meirinho – JORGE ANTUNES, regente
Juiz Voxprópolis – MARCOS GEVANO ZELAYA, barítono
Burgomestre Leo Bardo Pro-Dente – YONARÉ BARROS, tenor
Monarca Xaró Parruda – THIAGO ROCHA, barítono
Suserano Paul Batávio - MARCOS SFREDO ou REULER FERREIRA, tenores
Vassalo Borval da Bóza, HUGO LEMOS, barítono-baixo
Ioarrín Kouriz, Rei do Gado, Senhor da Bezerra d'Ouro - TIMM MARTINS, barítono
Bruxa Ouvides Grito – KARINA, mezzo-soprano
Reverendo Benedictus Dormindo - THIAGO ROCHA, barítono
Príncipe Augustus Baralho – REULER FERREIRA, tenor
Vassalo Rogê Rolíces - REULER FERREIRA, tenor
Gran Vizir Ben no Início Tavares - EDUARDO CARVALHO, barítono
Truão Pônei Nêmer – EMMANUEL MOREIRA, tenor
Vassalo O Vilão Aires – AUGUSTO RODRIGUES ou MARCOS SFREDO, tenores
Reverendo Júnior Embromélli – TIMM MARTINS, barítono

Orquestra
Flauta e flautim – Sidnei Maia
Clarinete – Felix Alonso
Clarone – Fernando Henrique Machado
Violinos – Marcus Lisbôa Antunes e Renata Tavares Linhares
Violões – Álvaro Henrique e Luiz Duarte
Teclado – Rênio Quintas
Baixo elétrico – Roberto Pimentel (Bob Py)
Percussão – Carlos Augusto (Carlitos) e Éveri Sirac

Presenças especiais no ensaio
No ensaio esteve presente a Profª Daniela Aguiar que dirige o Le Roi Danse, um grupo de danças medievais, renascentistas, folclóricas e irlandesas, que vai se integrar ao projeto Ópera na Rua. Esse grupo maravilhoso vai integrar o Coro do Povo, com seus belos figurinos de época. Assim, em cada uma das 14 intervenções do Coro, alguns integrantes do povo-plateia se destacarão da massa popular dançando alegre, festejando a aplicação da Justiça.
Contamos também, no ensaio, com a prestigiosa presença do amigo Ruy Valle e de sua esposa. Ruy, médico-veterinário e rotaryano histórico, acredita que “viver é criticar, dizer, analisar o momento em que se vive”.
Uma simpática e bela fotógrafa do Correio Braziliense também veio ao ensaio. Infelizmente ficamos sem saber seu nome. Ela fez fotos muito boas do ensaio e também da zorra que o grupo fez após, na festa que se seguiu. As fotos servirão para ilustrar a matéria sobre o Auto do Pesadelo de Dom Bosco, que a jornalista Marina Severino está preparando para o jornal, para edição que sairá depois do Carnaval. Ioleth Porto, acompanhada de amigas, também veio prestigiar-nos no ensaio. Ela e as amigas integram o Coro do Povo de nossa “ópera de rua”. Ioleth é soprano, já integrou o Coral dos Cinquentões da UnB e no momento ensaia uma peça teatral.
Honrou-nos também, com sua presença no ensaio, Manfredo Caldas, o cineasta paraibano-candango, autor de obras primas tais como: Romance do Vaqueiro Voador, Uma Questão de Terra e Negros de Cedros. Manfredo fez mil fotografias do ensaio. Ele está tramando algo para nosso Auto do Pesadelo de Dom Bosco. Apaixonado por literatura de cordel e pela nossa cultura nordestina de raízes medievais, ele está matutando algo que ainda deconheço. Ele gostou muito das ilustrações que o mestre Jô Oliveira fez para o libreto da “Ópera de Rua”. Pode ser um filme de ficcão, um filme realista ou um documentário. Mas nem ele mesmo sabe ainda.

Literatura de Cordel
Recebemos um apoio inestimável do amigo e editor Tagore Alegria, da editora Thesaurus. Ele e Victor Alegria estão preparando a diagramação de um livreto tipo cordel, com o texto completo do Auto do Pesadelo de Dom Bosco, com as ilustrações belíssimas do Jô Oliveira. O livreto terá o mesmo formato da série Livro na Rua, projeto de democratização da literatura desenvolvido por aquela editora. É quase certo que teremos a edição praticamente sem custos, não sendo necessário colocarmos o livreto à venda. Assim, possivelmente poderemos distribuir o livreto gratuitamente para o público, para que todos possam acompanhar o texto durante as apresentações. O livreto, no formato 11cm x 15cm, terá 34 páginas.

Coro do Povo
No próximo dia 17, quarta-feira de cinzas, às 10h00, estaremos realizando o primeiro ensaio separado do Coro do Povo. O ensaio será feito de 10h00 às 12h30 no Auditório do Departamento de Música da UnB.
No Coro estão confirmadas as participações de:
Ada-Karin Salomão
Caroline Chahini
Celso Alcântara Alcântara
Christiane Dantas
Cleiniva
Daniela Fioravanti
Denise Alves
Dolores Pierson
Edna Sueli Zschaber Mavgnier de Castro
Eliane Ribeiro Alexandre
Elisabete de Almeida
Francisco Carneiro De Filippo
Gracilene de Souza Santana
Ioleth Porto
Jane-Maria Araujo
João Mendonça de Amorim Filho
Karina Cury
Luana Benício Elizabeth Paes Jardim
Luiz Ribeiro
Manoela Almeida Vasconcellos
Marcia Regina Santos
Maria Arnete
Maria Coeli de Almeida Vasconcellos
Mariléia Costa Mauro
Mariuga Lisbôa Antunes
Norita Portilho
Nena Medeiros
Niamara Nascimento
Ozenir Fernandes Silva
Paulo Cesar Farias Ferreira
Sonia Palhares Marinho
Sandra Michelli Gomes
Rejane Bezerrra
Rosana de Cássia Alves da Silva
Renata Borges
Thais Silva Cordeiro
Valéria Almeida
Viviane Soares Piccinin
Wilma Ramos

Figurinos da orquestra
Ficou acertado, ontem, que os dez instrumentistas usarão calça jeans e camisa branca, com cédulas de dinheiro saindo pelos bolsos. Começamos a confeccionar os chapéus que serão usados pelos músicos da orquestra: um panetone estilizado.

Figurinos do elenco
Cada cantor integrante do elenco cuidará de seu próprio figurino, inspirado no seu rico personagem. Quanto mais caricatural, melhor.

Juiz Voxprópolis – O Marcos Zelaya vai tentar conseguir uma bata de formatura da UnB, para fazer a roupa do Juiz. Já confeccionamos o martelo do Juiz Voxprópolis. Trata-se de peça de madeira envernizada, brilhante, igual àquela usada pelo, com licença do palavrão, “gilmar mendes”. Será preciso que o Zelaya consiga um capelo de Juiz.

Burgomestre Leo Bardo Pro-Dente – O Yonaré já começou a bolar sua roupa, com meias cheias de grana.

Monarca Xaró Parruda – É imprescindível que o Thiago consiga uma peruca com vasta careca. Um panetone pendurado no pescoço, também seria bom. E as algemas? Elas são imprescindíveis.

Suserano Paul Batávio – O Marcos Sfredo deve conseguir um capacete de obras para esse personagem. Dos bolsos devem sair muitas cédulas. Um retrato de Ana Lídia no pescoço não seria nada mal.

Vassalo Borval da Bóza – O Hugo deve conseguir uma câmera filmadora. Pode ser uma câmera de brinquedo. Pacotes de dinheiro (pacos) devem estar pendurados na roupa.

Ioarrín Kouriz, Rei do Gado, Senhor da Bezerra d'Ouro – O Timm ficou de caprichar: um berrante dourado, muita grana nos bolsos, etc.

Bruxa Ouvides Grito – Karina está preparando uma bolsa enorme e já tem quase tudo pronto: chapéu, vassoura, peruca loira, etc.

Reverendo Benedictus Dormindo – O Thiago pode fazer tal como o Timm vai fazer: usar uma Bíblia gigante, com grana saindo pelas páginas. Maquiagem de olhos fundos é bom.

Príncipe Augustus Baralho – O Reuler vai caprichar: jaleco branco, gravata, estetoscópio cheio de $$$$$.

Vassalo Rogê Rolíces – O Reuler vai ter que mudar rapidamente de roupa e colocar um rabo-de-cavalo na cabeça.

Gran Vizir Ben no Início Tavares – possivelmente seja difícil, para o Eduardo Carvalho, conseguir uma cadeira de rodas. Mas o Eduardo pode pendurar uma roda de bicicleta, ou de velocípede, em cada lateral de seu cinto. Se puder carregar uma boneca no colo é bom. Uma boneca inflável será melhor ainda. Será ótimo se nos diferentes orifícios da boneca houver cédulas enfiadas.

Truão Pônei Nêmer – Para o Emmanuel, avisamos que o Jorge Antunes tem um chapéu de três pontas, de truão, para emprestar. Está disponível.

Vassalo O Vilão Aires – O Marcos Sfredo vai colocar muitas cédulas nos bolsos do terno.

Reverendo Júnior Embromélli – O Timm vai confeccionar, ou conseguir que façam para ele, uma Bíblia gigante, cheia de $$$$$.


Figurinos do Coro do Povo
Os membros do grupo Le Roi Danse já possuem seus figurinos de época.
Cada cantor(a) integrante do Coro do Povo cuidará de seu próprio figurino, inspirado na figura comum do povo trabalhador.
Cada um deverá procurar se vestir com roupa de época da Idade Média, ou então com roupa pobre atual, simples, com chapéu de povo trabalhador: capacete de obra, boné revirado, chapéu de palha, chapéu de couro, chapéu panamá surrado, gorro, etc.
Cada corista deverá se munir de uma ferramenta: martelo, chave inglesa, chave de fenda, foice, enxada, ancinho, picareta, pá, etc.

ENSAIO GERAL
No ensaio geral, que será realizado no dia 19 de fevereiro, às 21h30, todos e todas deverão vir caracterizados com seus figurinos, pois haverá filmagem feita pela TV Globo.


ENSAIOS DO CORO
quarta-feira, dia 17 - de 10h00 às 12h30
quinta-feira, dia 18 - de 12h30 às 14h30
quinta-feira, dia 18 - de 21h30 às 23h00

ENSAIO GERAL
(solistas + coro + orquestra)
sexta-feira, dia 19 - de 21h30 às 23h00

APRESENTAÇÕES CONFIRMADAS
sábado, dia 20/02 - Praça Vermelha do CONIC, 16h00
sexta-feira, dia 12/03 - Praça em frente à Casa do Professor (ADUnB), UnB, 16h00
II – CENSURA NO CARNAVAL DO RECIFE
Querem censurar música no carnaval de Recife!!!

Para conhecimento!!

*PT quer impedir que música que fala do Bolsa Família seja cantada no carnaval*

21/01/2010

O carnaval se aproxima, e o Partido dos Trabalhadores está empenhado
em não permitir que uma música venha a ser cantada pelos foliões em
Pernambuco e outros estados. A música é de autoria de Vasco
Vasconcelos, o grande homenageado pelo Bloco Carnavalesco Siri na Lata
do Recife durante o 31º Baile do Siri na Lata, no Clube Português da
capital pernambucana. O motivo da censura petista pode ser explicado
pela letra da música que reproduzimos a seguir:

"Chega de trabalho/Basta de tanto lero-lero/Não vou mais encher minhas
mãos de calo/Vou viver da bolsa do fome zero/Minha mulher está muito
feliz/Já pediu dispensa do trabalho/Não quer mais ser uma
faxineira/Para viver dessa bolsa brasileira/Por isso eu canto/Obrigado
presidente/Por o senhor ter estendido a mão/Distribuindo esmola via
cartão/Retribuído com a sua reeleição/Este é o país que vai pra
frente/ Com essa massa ociosa e contente/Vivendo da
ociosidade/Ainda diz que isso é brasilidade/Por isso eu canto
obrigado, presidente/Por o senhor ter estendido a mão/Distribuindo
esmola via cartão/Contrariando o nosso Rei do Baião"
III – UNIFICAÇÃO DAS POLICIAS –
PEC propõe a unificação das polícias civil e militar

Corporações seriam transformadas em uma nova polícia desmilitarizada
Edgar Lisboa e Pedro Amorim, de Brasília
Uma das prioridades para o ano que se inicia é o reestudo da situação das polícias Militar e Civil nos diversos estados brasileiros. Em praticamente todo o território nacional nos deparamos com policiais mal remunerados, polícias desequipadas e desvalorizadas que "agonizam com absoluta falta de condições para o efetivo combate à criminalidade".
"Somadas a esses fatores, ainda verificamos a sobreposição de atuação, duplicidade de estrutura física e uma verdadeira desorganização no que concerne ao emprego da força de cada uma das instituições, em face de comandos distintos que, muitas das vezes, ao invés do trabalho integrado, acabam por disputar espaço", justifica o deputado Celso Russomanno (PP-SP), autor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 430/09. O propósito do projeto é unificar as polícias Civil e Militar.
A proposta está tramitando na Câmara dos Deputados e tem como objetivo desconstituir as polícias Civil e Militar dos estados e do Distrito Federal e transformá-las em uma nova polícia desmilitarizada e subordinada diretamente ao governador de cada estado (o comando será único em cada ente federativo) que nomeará o dirigente para mandato de dois anos, após a aprovação pela respectiva Câmara ou Assembleia Legislativa.
Quanto ao corpo de bombeiros, a proposta também pretende desmilitarizar nos lugares onde, ainda, está integrado às polícias militares.
Cabe ressaltar que, pelo projeto, nenhum dos integrantes das atuais polícias civis, militares ou corpo de bombeiros sofrerão qualquer tipo de prejuízo remuneratório ou funcional.
Russomanno salienta que existem dissonâncias entre as polícias tanto por falta de comunicação, planejamento ou comando único na execução de ações, quanto pela duplicidade de estruturas físicas e de equipamentos.
"Fatores que demandam custeio e investimento dobrados, se refletindo em verdadeiro desperdício de dinheiro público, em especial em uma área tão carente de recursos como é a segurança pública", aponta.
Ao longo deste semestre será criado um grupo especial na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) para apreciação da matéria. O relator é o deputado gaúcho Mendes Ribeiro Filho (PMDB) que já deu voto favorável ao projeto e destaca que essa nova polícia "tem várias funções, mas ela é única. É a integração não no discurso, mas na prática".
Proposta repercute entre parlamentares federais
Delegado de polícia nos anos de 1991 e 1992, o deputado João Campos (PSDB-GO) analisa os prós e os contras da Polícia Única. Segundo Campos, a vantagem seria a unificação do planejamento, do comando, da estrutura, das diretrizes e da formação.
Entretanto, as desvantagens passam por um menor controle uma vez que grandes estruturas dificultam os mecanismos de acompanhamento tanto por parte da gestão quanto da operacionalidade. Além disso, cita que o Estado ficaria quase refém dessa única força pelo seu gigante aparato sindical, e a sociedade, diante de uma greve policial, ficaria desprotegida, já que não contaria com a cobertura de outras polícias.
"Em qualquer sistema, seja com Polícia Única ou com diversas polícias, o ponto crucial é a ausência de financiamento definido e investimentos constantes, além de boa gestão. Na verdade, é isso que falta ao nosso sistema policial e não a mudança do sistema", analisa João Campos.
"Quer minha opinião? Sou contra", diz o deputado e militar Jair Bolsonaro (PP-RJ) sobre a Polícia Única. Ele também aponta para o fator da greve e cita o exemplo da Polícia Civil do Distrito Federal, que ficou paralisada de 4 a 18 de dezembro. "Se fosse uma Polícia Única estaria todo mundo em greve", declara.
O deputado não acredita na melhoria da área de segurança depois da PEC. "Essa ideia de achar que desmilitarizando se vai melhorar a segurança pública é apenas discurso", ironiza.
Para o deputado Paes de Lira (PTC-SP), coronel da Polícia Militar de São Paulo, o Brasil é o único país do mundo que tem duas "meias polícias". O deputado explica que isso é um resquício do governo militar. "A Polícia Militar previne e a Polícia Civil reprime. Temos duas meias que não atuam por inteiro", sustenta.
O deputado é contra a PEC, pois entende que é preciso agregar o ciclo de atuação das polícias Civil e Militar e não unificá-las criando uma "Super Polícia". "Na França existem duas polícias: uma militar e outra civil, ambas com competência preventiva e repressiva", exemplifica.
O deputado Capitão Assumção (PSB-ES) ressalta que o cidadão não sabe por qual polícia é atendido nas ruas. Quando termina a primeira ocorrência, o indivíduo pensa que o trabalho vai ser continuado pela Polícia Militar (ostensiva), mas é passado para a Polícia Civil (judiciária), causando uma interrupção na ação. "Sou a favor da unificação em uma única polícia Civil, desmilitarizada e de ciclo completo. Não pode mais existir um trabalho dicotômico. O policial que atende na rua deve ser o mesmo que vai até o final para resolver o problema", afirma.
O deputado revela que existe uma rixa entre as polícias Civil e Militar. "Há uma tensão entre a polícia ostensiva e a judiciária. Se acabaria com isso no momento em que fossem uma única". Para ele, os policiais desmilitarizados seriam gerenciadores de conflito que poderiam participar das investigações criminais existindo uma mesma polícia. "Isso ajudaria a fortalecer a resolução dos conflitos", conclui.
O delegado e deputado Laerte Bessa (PSC-DF) entende que o assunto é de grande complexidade e que deverá ser enfrentado. "Para se chegar à Polícia Única, a exemplo de outros países, serão necessárias exaustivas negociações e um amplo período de transição, de modo a não ferir os direitos adquiridos das partes envolvidas", pondera.
Fonte: Jornal do Comércio, RS, em 20Jan10
IV – MST FAZ ABAIXO ASSINADO POR INVESTIGAÇÃO SOBRE AGRONEGÓCIO.
Ano VIII - nº 179 quinta-feira, 11/02/2010
Participe de abaixo-assinado pela investigação do agronegócio
A Via Campesina lançou um abaixo-assinado sugerindo que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) instalada recentemente para criminalizar a luta Reforma Agrária e o MST seja utilizada para investigar os crimes do agronegócio. No texto, a entidade afirma que "a restrição dos trabalhos dessa CPMI à investigação apenas de convênios de entidades parceiras do MST representará, unicamente, mais uma iniciativa parlamentar de criminalização dos movimentos sociais, e não uma contribuição ao desenvolvimento e democratização do campo brasileiro."
A Via Campesina pede o envio de cópias das adesões para o presidente da CPMI, senador Almeida Lima (PMDB/CE) e para o relator, deputado Jilmar Tatto (PT/SP).
Leia abaixo a íntegra do documento.
CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DA CPMI
Aos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal
Fevereiro de 2010
Prezados senhores,
O Parlamento brasileiro instalou novamente mais uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI, com a participação de deputados e senadores) para investigar os convênios firmados entre o governo federal e entidades e movimentos de trabalhadores rurais.
Apesar de a Bancada Ruralista e a grande imprensa insistirem que é uma “CPMI do MST”, o requerimento que criou a Comissão estabelece objetivos mais amplos, como explicitados na ementa: “apurar as causas, condições e responsabilidades relacionadas a desvios e irregularidades verificados em convênios e contratos firmados entre a União e organizações ou entidades de reforma e desenvolvimento agrários, investigar o financiamento clandestino, evasão de recursos para invasão de terras, analisar e diagnosticar a estrutura fundiária agrária brasileira e, em especial, a promoção e execução da Reforma Agrária”.
Diferente do divulgado pela grande imprensa, os reais objetivos dos autores do requerimento - Bancada Ruralista no Congresso - ao centrar as investigações apenas em convênios assinados entre o Poder Executivo e entidades populares, é criminalizar os movimentos sociais, especialmente o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.
Esta é a terceira Comissão Parlamentar de Inquérito com o mesmo objetivo nos últimos sete anos. Em 2003, foi criada a “CPMI da Terra”, que funcionou até novembro de 2005, e nada provou contra o MST ou qualquer outra entidade agrária. Naquela CPMI, a Bancada Ruralista conseguiu rejeitar o relatório apresentado pelo Dep. João Alfredo (PSOL/CE), então relator da CPMI, e aprovou o relatório do Dep. Lupion (DEM/PR), que propôs classificar as ocupações de terra como crime hediondo.
Em junho de 2007, o Senado aprovou a criação da CPI das ONGs, destinada a investigar a utilização de recursos públicos por entidades da sociedade civil organizada. Novamente, valendo-se de tese semelhante - ou seja, que as entidades populares e movimentos sociais desviam recursos públicos -, os inimigos da Reforma Agrária voltaram a atacar, pedindo a quebra do sigilo bancário, fiscal e telefônico de entidades parceiras do MST. A CPMI ainda está funcionando, e o seu encerramento está previsto para fevereiro de 2010. Além de analisar a aplicação legal dos recursos, seria importante analisar os resultados dos convênios, e se os objetivos propostos foram realizados.
Agora, a Bancada Ruralista voltou a atacar os movimentos sociais rurais, especialmente o MST, com a criação de mais uma CPMI, buscando dar resposta às pressões de sua base social, e utilizando-a como um meio de barrar a atualização dos índices de produtividade. Os argumentos e a tese são sempre os mesmos: movimentos sociais e entidades populares não têm direito a acessar recursos públicos.
Por outro lado, a instalação desta CPMI, tendo como objeto de investigação a atuação de entidades no meio rural, é uma excelente oportunidade para investigar, por exemplo, a destinação dos recursos recebidos pelo Sistema S. Essa investigação é oportuna, não só pela quantidade de recursos públicos envolvidos (entre 2000 e 2009, o SENAR e o SESCOOP, entidades dominadas pelas entidades dos fazendeiros, receberam, só em recursos da contribuição obrigatória, mais de R$ 2 bilhões), mas também por fartas evidências de má versação dos mesmos. Em reiteradas decisões do Tribunal de Contas da União, por exemplo, estes recursos estariam sendo utilizados não para educar e treinar o povo do campo, mas para manter, de forma irregular, as estruturas administrativas e mordomias das federações patronais.
Além disso, seguindo o que está proposto na ementa do requerimento aprovado, é uma excelente oportunidade para investigar a grilagem de terras públicas nos mais diversos Estados da Federação, que a imprensa denunciou e que envolve inclusive parlamentares como a senadora Kátia Abreu, no estado de Tocantins, ou banqueiros sob suspeita, como é o caso da compra de 36 fazendas em apenas três anos no sul do Pará pelo Banco Oportunity, o que foi denunciado em inquérito da Polícia Federal. Ou ainda, como a compra de terras por empresas estrangeiras em faixa de fronteira, como acontece com a empresa Stora Enso, no RS, e a seita Moon, no MS.
A violência no campo (e suas causas) é outra realidade a ser investigada. Nos últimos anos, foram mortas diversas lideranças do MST e de outros movimentos agrários. Desde a redemocratizaçao, em 1985, até os dias atuais, foram assassinados mais de 1.600 lideranças de trabalhadores rurais, incluindo agentes de pastoral, advogados etc. Destes, apenas 80 chegaram aos tribunais e menos de 20 foram julgados. A CPMI precisa investigar os seus responsáveis e por que o Poder Judiciário é tão conivente com os latifundiários mandantes desses crimes.
Recomendamos que o Parlamento brasileiro investigue porque um verdadeiro oligopólio de empresas estrangeiras domina a produção de agrotóxicos, e transformou o Brasil no maior consumidor mundial de venenos agrícolas, afetando a qualidade dos alimentos e a saúde da população, sem nenhuma responsabilidade.
Entendemos que estes seriam alguns temas que esta CPMI deveria investigar, contribuindo para a construção de uma sociedade verdadeiramente democrática, apoiando as iniciativas populares, inclusive das organizações e movimentos que, na conquista de um pedaço de chão, produzem alimentos para a população brasileira. A restrição dos trabalhos dessa CPMI à investigação apenas de convênios de entidades parceiras do MST representará, unicamente, mais uma iniciativa parlamentar de criminalização dos movimentos sociais, e não uma contribuição ao desenvolvimento e democratização do campo brasileiro.
Queremos manifestar aos senhores nossa total solidariedade ao MST e a todos os movimentos sociais e entidades que colocam seus esforços na luta por uma Reforma Agrária justa e necessária. O Brasil nunca será uma sociedade democrática, nem justa, se não resolver essa vergonhosa concentração da propriedade da terra, em que apenas 15 mil fazendeiros são donos de 98 milhões de hectares, como denunciou o último censo, e que menos de 2% do total dos estabelecimentos controlam mais de 45% de todas as terras. E quem luta pela democratização da propriedade não pode ser criminalizado justamente por aqueles que querem manter o monopólio da propriedade da terra.
Atenciosamente,
(A carta assinada pode ser enviada por correio eletrônico para: Deputado Jilmar Tatto, relator - dep.jilmartatto@camara.gov.br e Senador Almeida Lima, presidente da CPMI - almeida.lima@senador.gov.br)

Indique o MST Informa para um amigo ou uma amiga
Indique pelo menos, mais um correio eletrônico e envie para letraviva@mst.org.br com assunto "cadastro letraviva", para continuarmos a difundir e colocar para a sociedade as análises e posições do MST.
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V – ANIVERSÁRIO CARNAVALESCO SENSACIONAL
Cesar Fonseca em 13/02/2010
Fonte : http://independenciasulamericana.com.br/
PRESENTE ESPETACULAR. Os brasilienses comemoram a decisão da justiça que mandou prender o governador , abrindo espaço para a alegria carnavalesca dos brasilienses, que passam a comemorar, antecipadamente, com muita cerveja, suor e samba, o cinquentenário da Capital da República, sem o constrangimento de que na festa estivessem os manipuladores do dinheiro público, em cima do palco, e o povaréu, em baixo, envergonhados. Olha JK rindo, rindo aí, minha gente!
Não poderia haver presente mais espetacular para comemorar o cinquentenário de Brasília que a prisão do governador José Roberto Arruda e a ameaça premente de impeachment do vice-governador Paulo Octávio, suspeitíssimo de participar do grupo que o Superior Tribunal de Justiça, movido pelo Ministério Público da União, considerou criminoso. Imagine se no palco comemorativo das cinco décadas da experiência de JK no Planalto Central do Brasil estivessem, de um lado, José Roberto Arruda, e , de outro, Paulo Octávio, como artífices do Mensalão do DEM? Vexame total. Vergonha que se derreteria sob o possível dia de sol do próximo 21 de abril, na Esplanada dos Ministérios. Pomposamente, em cima, os arrogantes; em baixo, o povaréu humilhado. Pela madrugada! Destino cruel. Ao contrário, o povo estará feliz, depois dos acontecimentos da semana histórica, em que pela primeira vez, no Brasil, governador em exercicio vai para o xilindró. A primeira a gente nunca esquece. As marchinas de carnaval estão irresistíveis, para sairem nos blocos: “Arruda na Papuda; PO no xilindró”. No embalo da “Bolsetona da Eurides”, música vencedora da disputa para comandar o Pacotão sob canto popular na avenida, ecoarão todos os carnavais esculachando geral. “Arruda na Papuda; PO no xilindró” pode ser principal bandeira eleitoral geral na capital, dada pelo grito de carnaval. JK estaria mais feliz com a defenestração dos poderosos que jogaram à larga com o dinheiro público ou com o palco ocupado pela vergonha nacional no dia do aniversário da Capital da Esperança que ele ergueu com o suor dos candandos e a genialidade de Sayão-Niemeyer-Lúcio Costa? O sentimento popular era intrínseco ao democrata Juscelino Kubstichek. Seus falsos herdeiros estão dançando no julgamento da história. Volta do chicote no lombo de quem mandou dar. O problema vergonhoso, evidentemente, será se o Supremo Tribunal Federal(STF) decretar a intervenção. Mas, quando o tumor ganha dimensão, não é melhor espremê-lo? Sai carnegão! Não seria impossível. O Executivo e o Legislativo brasilienses se desmoronaram. À custa do dinheiro extraído das empresas a forceps para pagamento de propinas e formação de caixas dois eleitorais emergiu combinação de interesses espúrios entre os dois poderes de forma desavergonhada. Novidade? Não, rola tais absurdos pelo Brasil afora. Por isso, a decisão pela prisão do titular do Buritinga faz história. Serve para todos ao se contituir em especial precedente histórico sensacional. Nesse contexto de desmoralização geral, a justiça vira voz do povo. O STF , se fizer interpretação larga do art. 34 da Constituição, pode entrar numa de intervir. Produziria efeito demonstração bombástico para todos os brasileiros quanto a um BASTA à impunidade que grassou nacionalmente ao longo da Nova República neoliberal. Diz o art. 34 que “A União NÃO intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, EXCETO para:
I – manter a integridade nacional;
II – repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da Federação em outra:
III – pôr termo a grave comprometimento da ordem pública;
IV – garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação:
V – reorganizar as finanças da unidade da Federação;
VI – prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial;
VII – assegurar a observância dos princípios constitucionais

Cadeia prá macacada


Esquetando os tamboris na frente do Martinica, na 304 Norte, o Pacotão vai de BOLSETONA DA EURIDES, cheia de dinheiro de ARRUDA-PO, para distribuir aos foliões na avenida W-3 no CARNAVAL DO CINQUENTENÁRIO, no embalo de “ARRUDA NA PAPUDA; PO NO XILINDRÓ”. A Capital da Esperança, que estava como Capital da Desesperança, renasce no embalo da decisão dos procuradores e da justiça, que põem ordem no bordéu, enquanto povo racha de rir.
O ex-ministro do STF, Carlos Veloso, destacou que , por tal artigo, não é constitucional a intervenção no DF para remover o governador. Mas a sabedoria jurídica de Veloso abre-se à controvérsia. O comportamento errado do governador Arruda de destruir provas e tentar comprar provas, como demonstraram os fatos, estava levando a sociedade a um grau de impaciência total para com a impunidade, que poderia resultar em explosão de confrontos no processo eleitoral. Já estavam sendo formadas milícias pagas pelo governador para defender bandeira pela permanência dele no poder. A oposição , por sua vez, começara a colocar suas armas nas ruas. Um confronto já estava em curso. Pintaria grave comprometimento da ordem pública. A intervenção tenderia a pintar, caso a radicalização política seguisse em frente. O fato é que se o STF entender que a intervenção pode evitar a explosão da ordem pública, no compasso eleitoral, quando as paixões se elevam – algo perfeitamente plausível – , colocará, dentro do Congresso Nacional, o tema explosivo. Melhor prevenir do que remediar, diria o consenso, ou não ? Que fariam os políticos em tempo de eleição? Fugiriam como o diabo da cruz ou encarariam suas próprias vergonhas? Os congressistas teriam que aprovar ou não a intervenção em meio ao calor da indignação popular que aplaude a prisão decretada pelos juízes do STJ. A barra dos políticos somente seria aliviada, aos olhos dos eleitores, no compasso das pesquisas eleitorais, se se dispusessem a enfrentar a verdade. Decisão do STF , nesse sentido, representaria pressão da judicialização da política sobre o Congresso Nacional, que, sob a Nova República, eternamente governada por medidas provisórias, abastardou-se geral.

Manda mais uma, Joel

Arruda, me espere na Papuda; PO, me leve contigo pru xilindró. Presente dos céus nesse carnaval. JK joga flores do espaço sideral. Ernesto Silva deve ter passado para ele as informações mais quentes dos últimos dias. Bernando Sayão e Israel Pinheiro, juntos com os candangos maravilhosos, devem estar tomando umas, vendo os brsasilienses voltarem a sorrir, livre dos contrangimentos federativos. A eleição está na avenida. Roriz está por um triz? O PT não terá vez? Quem seria o nova Juriti ocupará o Buriti? Manda mais uma Joel(do Martinica)!
Há uma corrente política conservadora que tenta fazer pressão sobre o Supremo Tribunal Federal alardeando que se os ministros decidirem pela intervenção estariam contrariando a Constituição. O lance passa a ser essencialmente político. Pela primeira vez na história da República e da Nova República a sociedade está diante da possibilidade de dar início ao processo de reforma política a partir não da decisão do Executivo ou do Legislativo, mas do Judiciário. Seria a ação deste essencialmente reparadora para romper a falência daqueles dois poderes. Os juízes se transformam em verdadeiros Cavalos de Troia, nesse instante, entrando na arena política e espancando a classe que deixou efetivamente de representar-se, em sintonia com o sentimento popular, como sujeito, para render-se, subordinadamente, como objeto, à governabilidade provisória, que garante o domínio dos grupos econômicos e financeiros poderosos, a comandarem o processo político, manobrando-o por intermédio dos caixas dois eleitorais. O futuro político nacional pode estar sendo escrito na decisão do STF , depois do carnaval, em que seria criado constrangimento irresistível aos congressistas quanto à decisão, sob decisão dos juízes, de optarem ou não pela intervenção no Distrito Federal. Poderia pintar situação psico-social em que os extremos se ergueriam impávidos: de um lado, os ministros buscariam a restauração da moralidade; de outro, os congressistas, objetos da imoralidade geral expressa nas práticas neorepublicanas falidas, tentariam se salvar de alguma maneira. Qual? Se sairem pela tangente, dançarão; se encararem a verdade, serão obrigados a propor instrumentos de reparação legal. Tremendo desafio emerge para o governo Lula nesse final de mandato, possivelmente a ser colocado pelos ministros do Supremo. Até quarta-feira, porém, é só carnaval, com Arruda preso e PO correndo perigo de ir para o xilindró.
***
VI – ANPUR AVISA SOBRE CONCURSOS PARA PROFESSORES
Car@s Coordenador@s,

Favor encaminhar à lista de contatos de seus Programas de Pós-Graduação:

A ANPUR divulga editais de concursos para contratação de professores
em universidades brasileiras. Vagas disponíveis em diversas áreas
relacionadas aos estudos urbanos e regionais, como: administração,
antropologia, arquitetura, economia, engenharias, geografia,
sociologia, urbanismo, etc.

Maiores informações no sítio da Associação (www.anpur.org.br), na
seção "Editais de Concursos".

Atenciosamente, SECRETARIA DA ANPUR
VII – OITO VERDADES CONVENIENTES SOBRE O CLIMA – Recado do Ely Veiga
By Amory B. Lovins - (Cofounder, Chairman, and Chief Scientist of Rocky Mountain Institute)

Published February 2010


In his remarks at the United Nations climate change conference in
Copenhagen in December, President Obama did say (to my delight) that
climate solutions advance both prosperity and security, but he hadn?t
time to rebut in detail the ?sign error? ? the widespread fallacy that
climate solutions are intrinsically an economic burden.

Now that the post-Copenhagen dust has settled and it?s time to refocus
on what we should be doing and get back to work, here are eight
convenient truths to consider and share about climate and energy.

1. For all world citizens who want a richer, fairer, cooler, and safer
world, here?s a heretical suggestion: whether you want to reduce
greenhouse-gas emissions should not depend on your view about the
reality and risk of climate change.

More importantly, your opinions about climate science shouldn?t change
what you should do about energy. Whether you care most about national
security, or jobs and prosperity, or climate and environment, exactly
the same energy actions make sense and make money regardless.

Thus, if we focus on outcomes, not motives, we can build a wide and
rapid consensus on what to do, even if we differ about why to do it.

2. We needn?t debate how much it will cost to reduce emissions, nor
whether that cost is worth paying, nor who should pay?because
protecting the climate is not costly but profitable. Saving fuel is
cheaper than buying fuel: energy efficiency costs less than the fuel
it saves, as thousands of practitioners prove daily.

Many people get confused because economic theorists don?t count the
money we save by needing less fuel. In fact, as many business leaders
understand and apply, energy efficiency is one of the highest-return
and lowest-risk investments in the whole economy.

Dow Chemical has saved $9 billion by investing $1 billion in energy
efficiency.

DuPont made billions by cutting its greenhouse-gas emissions 72
percent during 1990?2004, and is now expanding that cut by another 15
percent: the firm uses 7 percent less energy now than in 1990 despite
40 percent higher production.

Interface doubled its profits and grew its business by two-thirds
while cutting its greenhouse-gas emissions 72 percent and offsetting
another 27 percent.

We should therefore be talking not about cost, burden, and sacrifice,
but about profits, jobs, and competitive advantage. This simplifies
and sweetens the politics. Once we start debating the allocation of
benefits, not costs, any remaining resistance to climate protection
should melt faster than the glaciers.

3. Profitable energy efficiency can drive the business-led journey
beyond oil and coal to cheaper, cleaner, inexhaustible, secure,
all-American, climate-safe resources.

Since 1975, America has doubled the productivity of using oil and
energy, and tripled the productivity of directly using natural gas.
But today?s smarter technology can redouble our oil and gas
productivity at about a fifth of those fuels? price, and can probably
quadruple our electric productivity at an eighth of its price. This
would save hundreds of billions of dollars a year, helping rebalance
our national and personal budgets, and put American industry back in
the forefront of global competitiveness.

4. Oil dependence is a problem we needn?t have, and it?s cheaper not
to. The last time we paid attention to oil, in 1977?1985, GDP grew 27
percent, oil use fell 17 percent, oil imports dropped 50 percent, and
oil imports from the Persian Gulf plummeted 87 percent. OPEC?s exports
shrank 48 percent, breaking the oil cartel?s pricing power for a
decade: it had less market power than America, the Saudi Arabia of
negabarrels, because we could and did save oil faster than OPEC could
conveniently sell less oil. But today?s technologies are far more
powerful. What could they do now?

My team?s 2004 Pentagon-cosponsored roadmap "Winning the Oil Endgame"
detailed how to eliminate U.S. oil use by the 2040s at an average cost
of $15 per barrel (2000 $). A $180-billion investment to retool the
vehicle industries and build a modern biofuels industry could return
$70 billion a year net (even at one-third today?s oil price), a
million new jobs (75 percent in rural and small-town America), a
million at-risk jobs saved (mainly linked to auto making), and 26
percent less carbon (burning oil emits 43 percent of U.S. fossil
carbon). Our war fighters could also get negamissions in the Persian
Gulf?Mission Unnecessary?by not needing to fight over oil we no longer
use.

Now the Wall Street Journal reports that ExxonMobil agrees with many
private and government forecasters that U.S. gasoline demand peaked in
2007 and is headed permanently down; Cambridge Energy Research
Associates says the industrialized countries? oil demand peaked in
2005; and Deutsche Bank says world oil demand will peak by 2016, then
head down.

5. Coal dependence is also an unnecessary and uneconomic problem,
thanks to a twin revolution in electricity, whose generation emits 40
percent of U.S. and roughly 41 percent of world fossil carbon, nearly
all from coal.

First, electricity-saving technologies are getting better and cheaper
faster than we?re applying them, so efficiency is an ever bigger and
cheaper resource. New techniques for integrative design can even make
very big savings cost less than small or no savings, yielding not
diminishing but expanding returns. (No official forecast yet reflects
this proven potential?not even the excellent McKinsey analysis showing
how to cut global greenhouse-gas emissions in 2030 by 70 percent at an
average cost of just $6 per ton of CO2.)

Second, electricity production is shifting rapidly and profoundly from
giant coal- and gas-fired and nuclear plants to
?micropower??cogenerating electricity together with useful heat in
factories and buildings, plus renewables (not counting big hydro
dams). Micropower in 2006 made one-sixth of the world?s electricity
and one-third of the world?s new electricity. The U.S. lagged with
just 7 percent, but a dozen other industrial countries made from
one-sixth to more than half their electricity with micropower.

In 2007, U.S. windpower additions exceeded total U.S. coal-power
additions for 2003?07, and exceeded global nuclear additions. So did
wind additions in Spain and in China, which had distributed renewable
capacity seven times bigger and growing seven times faster than
nuclear capacity. In 2008, distributed renewables worldwide added 40
billion watts and got $100 billion of private investment, while
nuclear added and got zero; the world invested more in renewable than
in fossil-fueled generation. This revolution already happened?sorry if
you missed it!?because these decentralized competitors make cheaper
electricity, build faster, and have less financial risk than big,
slow, lumpy power plants, so they can better attract private capital
despite their generally smaller subsidies.

Legislators confronted with the nuclear industry?s ever-escalating
wish-list for lavish taxpayer subsidies?such as the unlimited,
no-accountability blank check offered by the Senate?should first
consider the verdict of the marketplace. From August 2005 to August
2008, the U.S. nuclear industry enjoyed the most robust political
support and capital markets in history, plus new subsidies (on top of
old ones) rivaling or exceeding new plants? total construction cost;
yet it couldn?t attract a penny of private equity investment in any of
33 proposed projects. That?s because there?s no business case for
building nuclear plants?nor other central power plants.

Of the 56 nuclear plants under construction worldwide, 13 have been so
listed for over 20 years, 24 have no official start date, most are
late, 40 are in just four centrally planned systems (China, Russia,
India, South Korea), all are bought by central planners (generally
with a draw on the public purse), and none are competitive free-market
purchases. Nuclear power requires central planning, but even the
world?s most impressively planned nuclear enterprise, in France,
suffered 3.5-fold real capital cost escalation and nearly doubled
construction times (1970?2000): doing exactly as nuclear advocates
urge does not prevent spiraling costs and bad economics.

6. Nuclear power?s global commercial collapse is good for both our
wallets and our security (because it can help smoke out proliferators
of nuclear weapons by removing the ambiguity created by ?civilian?
do-it-yourself bomb kits). To the surprise of many, nuclear power?s
collapse is also good for climate protection. New nuclear plants could
save carbon, but two to 20 times less per dollar, and 20 to 40 times
less per year, than buying the market winners instead?micropower and
efficiency. If greenhouse-gas emissions are a problem, we need the
most solution per dollar and per year; anything less will reduce and
retard climate protection. We need judicious, not indiscriminate,
investment?best buys first. We don?t need everything, we can?t afford
everything, and every dollar and year we spend on one choice excludes
other choices.

7. At Rocky Mountain Institute we are Reinventing Fire??mapping and
driving the business-led transition from oil and coal to efficiency
and renewables. Our most novel effort is an in-depth exploration, with
utility partners, of the shape, stability, economics, and business
models of the emergent distributed and renewable power grid.

This is as big a step from today?s century-old utility business as
wireless telephony is from Ma Bell. But disruptive technologies now
make it inevitable, and the new competitive landscape will sort
utilities between the quick and the dead.

In this new world of IT-driven electricity systems, an encouraging
surprise is emerging. Just as better alternatives displaced Victorian
steam locomotives, mainframe computer centers, and giant
relays-and-copper phone exchanges, so we no longer need to keep
building big power plants to keep the lights on. They are the
traditional and an effective way to do so, but no longer the only nor
the cheapest way. Both steady renewable sources (geothermal, small
hydro, waste-and-biomass combustion, solar-thermal-electric, etc.) and
variable ones (wind and photovoltaics) can be diversified in type and
location, forecasted, and integrated so they power a modern society
with even greater reliability and resilience than today.

We often hear this will need far more storage, backup, and
transmission than we have now. I doubt it. More efficient use, demand
response, and distributed generation will massively free up grid
capacity. Solar energy varies less than twofold between the cloudy
Northeast and the Southwestern desert; massive wind resources off both
coasts and in the Great Lakes are near the main load centers.
Storage and backup capacity, too, may well be less than what now
manages the intermittence of big thermal plants. U.S. utility
operators are starting to discover, as their European counterparts
have, that integrating many smaller and variable generators is
different but no harder and not materially costlier than the way
they?ve always coped with the 10 percent to 12 percent failure rate of
big power plants and with fluctuating demand: it requires different
operating methods and rearranging mental furniture will be required,
but not new technologies or equipment. And total cost is also looking
comparable or lower: windpower continues to meet or beat wholesale
power prices, and the actual price of new U.S. windpower (?firmed? so
you can have it whether the wind is blowing or not) is about half what
utilities report for new coal power or a third that of new nuclear
power.

Getting off coal is now feasible at costs ranging from negative to
modest. The rough percentage of U.S. coal-fired electricity that can
be displaced is:

100 percent to 150 percent by using electricity in a way that saves
money (even compared with just running an old coal plant even if the
plant and grid were free)

50 percent by building the windpower now stuck in the interconnection queue

Over 400 percent by building all cost-effective windpower in available sites
About 40 percent by allowing industrial cogeneration (plus more by
cogenerating in buildings)

Over 100 percent by putting photovoltaics on 7 percent of U.S. structures
Probably over 50 percent from exploiting other renewables

About 35 percent, immediately if desired, by running coal plants less
and existing but underused combined-cycle gas plants more, at an extra
cost (around 2¢/kWh) less than one-fifth that of building new nuclear
plants. That should be a rich enough menu to create a profitable and
politically attractive portfolio.

8. I?d like to see an economically conservative, market-based national
energy strategy. It would allow and require all ways to save or
produce energy to compete fairly, at honest prices, regardless of
their type, technology, size, location, or ownership. I wonder who
wouldn?t be in favor of that.


(Editor?s note: this piece originally appeared in Roll Call on Nov. 9,
2009, in a slightly different form.)

Enviado por - http://www.zeeli.pro.br
_______________________________
VII – ANITA , FILHA DE PRESTES E OLGA , ABRE MÃO DA ANISTIA
RJ, 13 de janeiro de 2010.- À Redação de “O Globo”

Tendo em vista matéria publicada em “O Globo” de hoje (p.4), intitulada “Comissão aprovará novas indenizações” e na qualidade de filha de Luiz Carlos Prestes e Olga Benario Prestes, devo esclarecer o seguinte:

Luiz Carlos Prestes sempre se opôs à sua reintegração no Exército brasileiro, tendo duas vezes se demitido e uma vez sido expulso mesmo.

Também nunca aceitou receber qualquer indenização governamental.

Assim, recusou pensão que lhe fora concedida pelo então prefeito do Rio de Janeiro, Sr. Saturnino Braga.

A reintegração do meu pai ao Exército no posto de coronel e a concessão de pensão à família constitui, portanto, um desrespeito à sua vontade e à sua memória.

Por essa razão, recusei a parte de sua pensão que me caberia.

Da mesma forma, não considerei justo receber a indenização de cem mil reais que me foi concedida pela Comissão de Anistia, quantia que doei publicamente ao Instituto Nacional do Câncer.

Considerando o direito, que a legislação brasileira me confere, de defesa da memória do meu pai, espero que esta carta seja publicada com o mesmo destaque da matéria referida. Atenciosamente,
Anita Leocádia Prestes
CPF 059050957/87 - RG 1492888 IFP-RJ
VIII – BRASILIA: AMEAÇA DO DEP. LIMA FAZ PO RECUAR NA RENÚNCIA
Cesar Fonseca em 19/02/2010- www.independenciasulamericana.com.br)
Se tivesse ficado calado até que PO renunciasse, como havia prometido, Wilson Lima poderia ter chegado lá. Mas, precipitou-se, extraordinariamente, ao manifestar, antes da hora, o que iria fazer ao assumir o Buriti: paralisar todos os contratos em andamento no governo. Geraria tumulto tão grande que poderia provocar revolta popular com emergência do desemprego em massa. Macaco em loja de louça. Pode ter viabilizado a intervenção pelo STF.
O incrível vai e vem do vice- governador Paulo Octávio em relação a sua renuncia, anunciando-a, num momento, para, em seguida, negá-la, entrando nesse zigue-zague, ao longo do dia, ao sabor dos interlocutores, sendo o principal deles o presidente da República, representou uma das maiores fontes de confusões jamais vistas em um político brasileiro. No auge da parafernália verborrágica, PO acabou dizendo o que não fora verdade, isto é, que o presidente lhe recomendara ficar no poder até decisão final do Supremo Tribunal Federal sobre se(leia mais em www.independenciasulamericana.com.br)
IX – ESSE BRASIL!!! Carta de uma aluna de Doutorado, sobre Roraima
REPASSO OM A CERTEZA QUE DEVEMOS FAZER ISSO.


Segue abaixo o relato de uma pessoa conhecida e séria, que passou
recentemente em um concurso público federal e foi trabalhar em
Roraima.
Trata- se de um Brasil que a gente não conhece.

As duas semanas em Manaus foram interessantes para conhecer um
Brasil um pouco diferente, mas chegando em Boa Vista (RR) não pude
resistir a fazer um relato das coisas que tenho visto e escutado por
aqui. Conversei com algumas pessoas nesses três dias, desde engenheiros
até pessoas com um mínimo de instrução.
Para começar o mais difícil de encontrar por aqui é roraimense,
pra falar a verdade, acho que a proporção é de um roraimense para
cada 10 pessoas é bem razoável, tem gaúcho, carioca, cearense,
amazonense, piauiense, maranhense e por aí vai. Portanto falta uma
identidade com a terra.

Aqui não existem muitos meios de sobrevivência, ou a pessoa é
funcionária pública, e aqui quase todo mundo é, pois em Boa Vista
se concentram todos os órgãos federais e estaduais de Roraima, além
da prefeitura é claro.. Se não for funcionário público a pessoa
trabalha no comércio local ou recebe ajuda de Programas do governo.

Não existe indústria de qualquer tipo.. Pouco mais de 70% do
Território roraimense é demarcado como reserva indígena, portanto
restam apenas 30%, descontando- se os rios e as terras improdutivas
que são muitas, para se cultivar a terra ou para a localização das
próprias cidades.

(Na única rodovia que existe em direção ao Brasil (liga Boa
Vista a Manaus, cerca de 800 km ) existe um trecho de aproximadamente
200 km reserva indígena Waimiri Atroari) por onde você só passa
entre 6:00 da manhã e 6:00 da tarde, nas outras 12 horas a rodovia é
fechada pelos índios (com autorização da FUNAI e dos americanos)
para que os mesmos não sejam incomodados.

Detalhe: Você não passa se for brasileiro, o acesso é livre aos
americanos, europeus e japoneses. Desses 70% de território indígena,
diria que em 90% dele ninguém entra sem uma grande burocracia e
autorização da FUNAI.

Detalhe: Americanos entram na hora que quiserem, se você não tem
uma autorização da FUNAI mas tem dos americanos então você pode
entrar. A maioria dos índios fala a língua nativa além do inglês
ou francês, mas a maioria não sabe falar português. Dizem que é
comum na entrada de algumas reservas encontrarem-se hasteadas
bandeiras americanas ou inglesas. É comum se encontrar por aqui
americano tipo nerds com cara de quem não quer nada, que veio caçar
borboleta e joaninha e catalogá-las, mas no final das contas pasme,
se você quiser montar um empresa para exportar plantas e frutas
típicas como cupuaçu, açaí camu-camu etc., medicinais ou
componentes naturais para fabricação de remédios, pode se preparar
para pagar 'royalties' para empresas
japonesas e americanas que já patentearam a maioria dos produtos
típicos da Amazônia...

Por três vezes repeti a seguinte frase após ouvir tais relatos: E
os americanos vão acabar tomando a Amazônia e em todas elas ouvi a
mesma resposta em palavras diferentes. Vou reproduzir a resposta de
uma senhora simples que vendia suco e água na rodovia próximo de
Mucajaí:

'Irão não minha filha, tu não sabe, mas tudo aqui já é deles,
eles comandam tudo, você não entra em lugar nenhum porque eles não
deixam. Quando acabar essa guerra aí eles virão pra cá, e vão
fazer o que fizeram no Iraque quando determinaram uma faixa para os
curdos onde iraquiano não entra, aqui vai ser a mesma coisa'.

A dona é bem informada não? O pior é que segundo a ONU o
conceito de nação é um conceito de soberania e as áreas demarcadas
têm o nome de nação indígena. O que pode levar os americanos a
alegarem que estarão libertando os povos indígenas. Fiquei sabendo
que os americanos já estão construindo uma grande base militar na
Colômbia, bem próximo da fronteira com o Brasil numa parceria com o
governo colombiano com o pseudo
objetivos de combater o narcotráfico. Por falar em narcotráfico,
aqui é rota de distribuição, pois essa mãe chamada Brasil mantém
suas fronteiras abertas e aqui tem Estrada para as Guianas e
Venezuela. Nenhuma bagagem de estrangeiro é fiscalizada,
principalmente se for americano, europeu ou japonês, (isso pode
causar um incidente diplomático). .. Dizem que tem muito colombiano
traficante virando venezuelano, pois na Venezuela é muito fácil
comprar a cidadania venezuelana por cerca de 200 dólares.

Pergunto inocentemente às pessoas; porque os americanos querem
tanto proteger os índios. A resposta é absolutamente a mesma, porque
as terras indígenas além das riquezas animais e vegetais, da
abundância de água são extremamente ricas em ouro encontram-se
pepitas que chegam a ser pesadas em quilos), diamante, outras pedras
preciosas, minério e nas reservas norte de Roraima e Amazonas, ricas
em PETRÓLEO..

Parece que as pessoas contam essas coisas como que num grito de
socorro a alguém que é do sul, como se eu pudesse dizer isso ao
presidente ou a alguma autoridade do sul que vá fazer alguma coisa.
É pessoal,... saio daqui com a quase certeza de que em breve o Brasil
irá diminuir de tamanho.
Será que podemos fazer alguma coisa???
Acho que sim.
Repasse esse e-mail para que um maior número de brasileiros fique
sabendo desses absurdos.
Mara Silvia Alexandre Costa Depto de Biologia Cel. Mol.
X – PARA QUEM ACHA QUE A ESQUERDA MORREU: LEIA VOLTAIRENET.ORG
Bioag.Patog. FMRP – USP

Red de Prensa No Alineados


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8 de febrero de 2010 La nueva Doctrina Militar de Rusia contiene algunas sorpresas, escribe hoy el periódico ruso Nezavisimaya Gazeta. Este documento, aprobado por un decreto del presidente Dmitri Medvédev y publicado en la web del Kremlin, no declara expresamente el derecho de Rusia a realizar ataques nucleares preventivos contrariamente a las expectativas generadas por varias declaraciones de altos cargos de seguridad.
Decomisa la Sedena Manual político-militar del EZLN


por José Réyez | 8 de febrero de 2010 Durante la incursión del Ejército Mexicano en las comunidades zapatistas luego de la insurrección de 1994, la unidad de Inteligencia Militar de la Secretaría de la Defensa Nacional decomisó información confidencial del EZLN, como el Manual de guerra, programa político y declaración de principios, reglamentos, libros “subversivos”. Se trata de documentos de adoctrinamiento y de formación político militar de los milicianos en materias como marxismo leninismo, economía política y socialismo científico, la lucha por la revolución socialista y por una sociedad sin clases sociales ni (...)
Revelaciones de miembros del cártel del Golfo en Tabasco


por José Réyez | 8 de febrero de 2010 Testimonios de miembros de la célula del cártel del Golfo y de su brazo armado Los Zetas, en Tabasco, revelan el control en el trasiego de drogas, levantones, secuestros y homicidios que la organización realizaba en la región, que llegó a dominar en tan sólo seis meses. El grupo de sicarios, conformado por al menos 20 sujetos, fue diezmado luego del atentado en contra del general Francisco Fernando Solís, secretario de Seguridad Pública del estado, ocurrido en marzo de 2007. Para agosto de ese año, ya habían sido detenidos y procesados por diversos delitos en la cárcel de máxima (...)

Opinión
SEÑAL DE ALERTA
Silencios traidores
por Herbert Mujica Rojas | 16 de febrero de 2010
OPINIÓN
Los que matan con la mentira, los que matan y matan
por Héctor Sosa | 14 de febrero de 2010 No hay golpe bajo: 250.000 haitianos murieron, 100.000 están bajo los escombros y 325.000 heridos (contabilizados) de acuerdo a lo informado por la Cruz Roja Internacional. Si lo vemos desde las “maravillas” de la globalización, los muertos están en nuestra esquina.
SEÑAL DE ALERTA
¿Gobierno equivale a corrupción?
por Herbert Mujica Rojas | 11 de febrero de 2010
OPINIÓN
En Haití, no sólo el terremoto huele a azufre
por Juan Carlos Camaño | 11 de febrero de 2010 Dos veces Hugo Chávez dijo en el “púlpito” de las Naciones Unidas: “este lugar huele a azufre”. La primera, refiriéndose a George W. Bush; la segunda apuntándole a Barack Obama. No exageró antes, ni se equivocó después.
SEÑAL DE ALERTA
Cartavio: oprobiosos silencios que acusan
por Herbert Mujica Rojas | 9 de febrero de 2010
Los herederos de la hacienda pública
por Guillermo Garduño Valero | 8 de febrero de 2010 « Las elites son todo lo que nosotros no somos » Jacob Burckhardt
¿A dónde va el PRD?
por Jorge Meléndez Preciado | 8 de febrero de 2010 Mediana expectativa brindó el XII Congreso del PRD (Partido de la Revolución Democrática). Y es que en vísperas de su realización hubo varios acontecimientos: la dimisión de Ruth Zavaleta, el regreso de Rafael Acosta, Juanito, como delegado en Iztapalapa, y el silencio de Andrés Manuel López Obrador, quien, formalmente, sigue afiliado a la mencionada organización, aunque tenga una relación más estrecha con el Partido del Trabajo (PT).
Dinero del pueblo como botín de la elite
por Álvaro Cepeda Neri | 8 de febrero de 2010 Es un hecho que tres personajes se pasean al conjuro festivo de la elite gobernante (“que se ha hecho indigna de gobernar”, según Tocqueville, al advertir el estallido de la Revolución de 1848 que provocó la caída de la monarquía). Ellos son: Santa Anna, Porfirio Díaz y Victoriano Huerta, con motivo de las luces de bengala de los partidos en la oposición complaciente (con todo y las pullas del Partido de la Revolución Democrática, PRD, el cortar distancias del partido bisagra, el Partido Revolucionario Institucional, y las facciones del Partido Acción Nacional, PAN, que apoyan o (...)
SEÑAL DE ALERTA
Tratado de Libre Comercio con Chile: vergonzosa claudicación
por Herbert Mujica Rojas | 8 de febrero de 2010
Derechos humanos en el Distrito Federal (Mexico) : los tropiezos
por Miguel Concha Malo | 8 de febrero de 2010 En pocas semanas deberá ser instalado el Mecanismo de Seguimiento y Evaluación del Programa de Derechos Humanos del Distrito Federal. Como su nombre los señala, el mecanismo tendrá como tarea dar seguimiento y evaluar los resultados de las 2 mil 412 líneas de acción contenidas en el programa, documento que a su vez tiene como base el Diagnóstico de Derechos Humanos del Distrito Federal presentado en mayo de 2008. El proceso de elaboración del diagnóstico y programa ha sido largo (tres años) y no ha estado exento de (...)
¿Dónde quedó el mercado?
por Guillermo Fabela Quiñones | 8 de febrero de 2010 En Haití quedó plenamente descalificada la idea decimonónica de que la mano invisible del mercado es la que determina la marcha de la sociedad. Los alcances apocalípticos del terremoto del martes 12 de enero se magnificaron dramáticamente por la inexistencia del Estado como entidad organizadora de las actividades públicas. Se demostró que sin Estado no hay mercado, mucho menos sociedad capaz de ver por su propio bienestar. El caos imperante en Puerto Príncipe es consecuencia de que el Estado había dejado de existir en los hechos, aun cuando formalmente tuviera una presencia con (...)
El retorno de la guerra sucia
por Jorge Luis Sierra | 8 de febrero de 2010 El riesgo interno más importante que enfrenta México es que la violencia del narcotráfico escale a una intensidad sin precedentes que pueda poner en riesgo la viabilidad política y económica del país.
En arenas movedizas las seudorreformas calderonistas


por Álvaro Cepeda Neri | 8 de febrero de 2010 Huyendo hacia delante, para escapar de su final catastrófico, el inquilino de Los Pinos intenta forzar su permanencia con ineficacia política y administrativa, para ver si con sus polvaredas logra soltar una cortina tras su estampida que le cubra la retirada.

Economía
Viajes a Cuba: ¿money is money?
por AIN , Marcos Alfonso | 16 de febrero de 2010 Que los ciudadanos norteamericanos puedan viajar libremente a Cuba es tema llevado y traído por los corrillos congresionales de Estados Unidos, cuyos orígenes se remontan a los tiempos de la denominada Guerra Fría.
SFP derrocha recursos en la OCDE y reporta magros resultados


por Nydia Egremy | 15 de febrero de 2010 Reportes de viajes de trabajo de empleados de la Secretaría de la Función Pública a reuniones de la OCDE, en su sede francesa, revelan falta de transparencia y de rendición de cuentas. Entretanto, los servidores públicos entregan informes vacíos sobre los compromisos reales que asumen ante el llamado “club de París”
Más contención espera a los boat people haitianos


por Nydia Egremy | 15 de febrero de 2010 Mientras algunos observadores estadunidenses consideran que la tradicional migración indocumentada de haitianos hacia su país constituye una grieta en la seguridad fronteriza, otros sostienen que se trata de una práctica añeja que requiere un trato tan benévolo como el que reciben migrantes de otros países. México, que no es un destino prioritario de esos migrantes, podría imitar la política de contención de su vecino del norte ante una eventual avalancha de balseros haitianos, estiman (...)
Funcionarios hipotecan a la SRE en la OCDE


por Nydia Egremy | 8 de febrero de 2010 En 2009, México aportó más de 6.6 millones de euros a la OCDE, pese al llamado a la austeridad en el gasto público que hace el Ejecutivo federal. La Secretaría de Relaciones Exteriores es una de las dependencias que mantiene vínculos muy activos con el llamado “club de los ricos”: su titular afirma que el país “ha capitalizado los beneficios de esa entidad al participar en todos los temas de interés nacional”
Tiradero Jilotzingo: amenaza permanente


por Mayela Sánchez | 8 de febrero de 2010 Desde que el relleno sanitario de Jilotzingo inició operaciones en 2006, advirtieron del daño ambiental: el vertedero de residuos sólidos se encuentra en las inmediaciones de cuerpos acuáticos que abastecen a una importante zona del valle de México. Pese a que el tiradero, operado por Confinam, en la actualidad sólo puede confinar desechos de material de construcción, las casi 800 toneladas de residuos que se han depositado en el lugar mantienen vigente el riesgo ambiental y (...)

Prensa y/o propaganda
Funcionarios, responsables de crímenes contra periodistas: Cepet


por Elva Mendoza | 15 de febrero de 2010 Servidores públicos de los tres niveles de gobierno son los principales agresores a la libertad de prensa en México, señala un estudio del Centro de Periodismo y Ética Pública. El año que concluyó, entre los más aciagos para la prensa no sólo por el número de asesinatos (13), sino por los de amenazas, golpizas, detenciones ilegales y despojo de equipo. “El perfil de los agresores presenta una clara tendencia que apunta contra autoridades, sobre todo del ámbito municipal en el interior de la república”, advierte el (...)
ENTREVISTA A JOSÉ MARÍA PASQUINI DURÁN
“Mirar debajo del agua”
por Alberto López Girondo | 14 de febrero de 2010 Trabajé en Editorial Abril bastante tiempo, cinco o seis años, en la revista Panorama» recuerda José María Pasquini Durán en su casa de Palermo, rodeado de libros y el material que usará para elaborar la próxima columna semanal para el diario Página/12, como siempre desde la aparición del matutino, allá por 1987. Nacido en Salta, hijo de un porteño que devino en diputado durante el primer peronismo, es también uno de los expertos en comunicación más valorados en esta parte del (...)
UNIÓN DE TRABAJADORES DE PRENSA DE BUENOS AIRES (UTPBA)
Homenaje a José María Pasquini Durán
por Lidia Fagale | 14 de febrero de 2010 Sí, es cierto algunas palabras siguen siendo vida y no hay muerte que aguante la fuerza de las ideas. Al momento de escribir estas líneas , “el negro” José María Pasquini Durán se resiste a irse definitivamente de todos los que lo conocimos y leímos. Su legado de medio siglo de narraciones periodisticas –paradigma de calidad-no se desvanece sólo en el recuerdo.
LA UTPBA INFORMA:
Se llegó a un principio de solución en el Diario Crónica
14 de febrero de 2010 Los trabajadores de prensa del diario Crónica aprobaron -en Asamblea con participación de la UTPBA- un acuerdo de varios puntos con la patronal, ante lo cual resolvieron levantar las medidas de fuerza que realizaban, desde el pasado viernes 9 de enero, al producirse el despido de 20 periodistas.
MÉXICO / COMENTARIO A TIEMPO
Impunidad e indefensión
por Teodoro Rentería Arróyave | 14 de febrero de 2010 Ya nada sorprende en cuanto a la impunidad reinante en nuestro México; el asesinato 101 de periodistas se ha consumado en la persona del compañero colega Jorge Ochoa Martínez, director y editor de los semanarios El Oportuno y El Despertar de la Costa; otro crimen más que prueba la absoluta indefensión en que se ha sumido al periodismo nacional.
LA IMAGEN DE LA DISCAPACIDAD Y LA PUBLICIDAD DE ALCOHOL SON ALGUNOS DE LOS TEMAS EN DEBATE
Discuten en España una nueva Ley de Comunicación Audiovisual
14 de febrero de 2010 La imagen que debe mostrar la TV de las personas con alguna discapacidad y la protección a los menores de la publicidad de bebidas alcohólicas, son dos de los temas que se debaten en el marco de la nueva Ley General de Comunicación Audiovisual que debate el Parlamento de España.
PESAR DE LA UTPBA
Falleció el periodista y escritor Eduardo Kimel
11 de febrero de 2010 La Unión de Trabajadores de Prensa de Buenos Aires (UTPBA) manifiesta su pesar por el fallecimiento del periodista y escritor Eduardo Kimel, ocurrido ayer, miércoles 10 de febrero, a los 57 años de edad.
Periodistas crean frente nacional


por Mayela Sánchez | 8 de febrero de 2010 México es el lugar más peligroso de América para ejercer el periodismo: 17 por ciento de los asesinatos en contra de profesionales de la comunicación se perpetuó en este país. Tan sólo en las administraciones panistas, 58 periodistas han sido ultimados y nueve más, desaparecidos. Las autoridades no han esclarecido uno solo de esos crímenes. En este contexto, trabajadores de diversos medios de comunicación, reporteros y organizaciones civiles crean el Frente de Periodistas por la Libertad de (...)

Cultura , Ciencias , Historia
¿Sucesión o sustitución presidencial?
por Álvaro Cepeda Neri | 8 de febrero de 2010 En este dramático sexenio que va para su cuarto año, necesario para accionar la sustitución presidencial a causa de la renuncia por causa grave (según la Ingeniería constitucional de Sartori) del inquilino de Los Pinos, es necesario volver a las páginas escritas por Francisco I Madero: La sucesión presidencial en 1910, donde se deduce que, sin que esto quiera decir que la historia se repite, las circunstancias analizadas por Madero son muy semejantes a las que hoy imperan. Y que al avanzar el tiempo del binomio gobierno-administración, se anuncian días de tormenta social con (...)
Enzensberger: recuerdos de Marx y Engels
por Álvaro Cepeda Neri | 8 de febrero de 2010 Hans Magnus Enzensberger es investigador y escritor de muy altos vuelos que, con sus libros (y hasta poemas: Poesías para los que no leen poesías), nos transporta con tal perspectiva en sus estudios históricos, sus ensayos sobre política y, demás literatura de contenidos extraordinarios, convirtiéndose en un autor indispensable para leerlo, estudiarlo y hacernos reflexionar y conocer una gran variedad de temas con un factor común: la siempre atractiva calidad de sus (...)

Informe documental
El Monitor de las relaciones internacionales # 2010-01





AFGHANISTAN The Northern Distribution Network and Afghanistan (Center for Strategic and International Studies) Paying for the Troop Escalation in Afghanistan. Ten Ways


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